TRANSFORMANDO A NATUREZA DA RELAÇÃO
- A Energia dos Arcanos

- 19 de mar. de 2020
- 6 min de leitura

Hoje fechamos nossa semana especial sobre a criação de CAMPOS ENERGÉTICOS em RELACIONAMENTOS. Falamos sobre a importância das RELAÇÕES AFETIVAS GENUÍNAS, PROFUNDAS E ÍNTIMAS para nossa saúde psíquica, física e principalmente ENERGÉTICA. Falamos sobre nossa NATUREZA RELACIONAL PRIMORDIAL e sobre como nossos campos estão sempre em busca de CONEXÃO, mesmo que essa conexão seja com a gente mesmo, com o ócio, com o vazio. Para encerrar esse ciclo de postagens acho bacana falarmos também sobre as RELAÇÕES que abrimos espaço, que investimos tempo e atenção, mas não respondem ao que estamos buscando para a gente. Não vamos aqui JULGAR e ROTULAR o que seria uma RELAÇÃO boa ou ruim, até porque já sabemos que o quê não funciona em um momento, pra nós, para nossa vida, pode encaixar perfeitamente no sonho do outro. Em termos de RELACIONAMENTOS existe infinitas possibilidades de ENCAIXE e a DANÇA entre os parceiros pode acontecer das mais variadas formas. Lembra: RELACIONAMENTOS são ESPAÇOS DE CRIAÇÃO. Eles devem ser orientados para gerar algo que nos seja caro, importante ou significativo. E isso muda de cultura pra cultura, de pessoa pra pessoa, de época pra época. Mesmo os mais simples e superficiais ESPAÇOS DE RELACIONAMENTOS podem e devem ser constantemente repensados, reestruturados ou transformados. RELACIONAMENTOS, DO PONTO DE VISTA ENERGÉTICO, NÃO ACABAM NUNCA. APENAS ACONTECE UMA REORIENTAÇÃO DA ENERGIA E O CAMPO ANTERIOR PERDE SUA IMPORTÂNCIA, ADORMECENDO. Só que isso demora um tempo para acontecer. Mesmo que a sensação de afastamento seja quase imediata em alguns casos, é mais o posicionamento mental e emocional que estamos sentindo. O movimento ENERGÉTICO termina mesmo é quando a ENERGIA É REDIRECIONADA e o CAMPO É ESVAZIADO. O desligamento do CAMPO criado como ESPAÇO DE CRIAÇÃO pode ser mais complexo que a construção. E pode ter ritmo, movimento e envolver sentimentos muito diferentes entre os parceiros. ** COMO OS RELACIONAMENTOS ACABAM Para podermos sentir se um ESPAÇO DE CRIAÇÃO está funcionando em nossas vidas, se está valendo a pena sustentá-lo na nossa rede de conexões afetiva e íntima temos, junto com a outra parte envolvida CONSTANTEMENTE avaliar alguns pontos. É de interesse dos dois que a RELAÇÃO seja uma CAMPO cada dia maior e mais potente, não é? Pois bem, isso exige algum cuidado e atenção. Cuidado, com o outro e com a gente mesmo. Muito diálogo e 'alinhamento de expectativas' desde o começo. O valor e a estima que temos por nós pode ser percebida pelo quanto nos importamos com o nível e o funcionamento das trocas em nossas vidas. Se formamos CAMPOS DE CONEXÃO e ficamos dentro deles oferecendo nossa ENERGIA, dançando nossa intimidade com alguém, sem nunca avaliar, em conjunto, o que está acontecendo, que tipo de valor o outro e a gente mesmo irá tirar disso? Não é COBRANÇA, é cuidado com a nossa ENERGIA e a do outro também. Parcerias dependem desse diálogos sinceros, pelo menos as parcerias que valem a pena. ** A AVALIAÇÃO Pontos importantes para um casal avaliar junto: -O quanto a NATUREZA RELACIONAL PRIMORDIAL E INDIVIDUAL de ambos está girando livremente. -O quanto estão ABERTOS genuinamente para a troca. O que podem genuinamente doar e o que estão prontos para receber nesse momento. -Se sabem lidar com a REALIDADE e as LIMITAÇÕES que chegam dela, de forma digna e consciente ou se estão RESISTINDO a elas. -Se estão atentos e trabalhando com as RESISTÊNCIAS INDIVIDUAIS e do CASAL, acolhendo-as com SABEDORIA ou se estão apenas reagindo a elas de forma inconsciente. -Se há PRESENÇA e ENTREGA GENUÍNA, de ambos os lados, de forma sincrônica e similar no processo que estão construindo em conjunto. -Destacar as necessidades e prioridades da RELAÇÃO para ela crescer ainda mais forte. -E finalmente, avaliar se o RESULTADO do ENCONTRO tem valido a pena para os dois lados e de forma justa. O quanto o CONJUNTO INTERSECÇÃO, a RELAÇÃO tem nutrido, abastecido e inspirado ambos. IMPORTANTE: essa avaliação é para o casal. E para um casal que já se percebeu unido por algum interesse em comum. Um resultado fiel a REALIDADE pede que ambos os lados respondam. O DIÁLOGO sincero sempre é o ideal. E o TOM da conversa deve ser obviamente não de acusação ou cobrança, mas de abertura para um entendimento maior e melhor. Se o casal decide seguir depois dessa avaliação com o ESPAÇO DE CRIAÇÃO que criaram os ajustes devem ser discutidos de forma clara. Posicionem-se de forma sincera, sem jogos para convencer o outro da sua VERDADE. Só uma dica: não misturem esse momento da AVALIAÇÃO com discussões comuns ou aquelas conversas do dia a dia. Essa AVALIAÇÃO é pra ser um ritual pro casal desde o começo. Um momento de AMOR e de ABERTURA, esperado e combinado com antecedência. ** A CRIAÇÃO DURA PARA SEMPRE Se for decidido o fim da RELAÇÃO ou um dos lados decidir que não quer mais permanecer no CONJUNTO, deve-se começar um processo de desligamento ENERGÉTICO de ambos os lados do CAMPO criado. O CONJUNTO INTERSECÇÃO começará a ser desativado. Com respeito e de forma humana.
Não somos máquinas que desligam botões e param de funcionar. O CAMPO ENERGÉTICO criado nunca acaba. Energeticamente isso não faz sentido. Tudo é apenas TRANSFORMADO em novas manifestações ENERGÉTICAS. Para a TRANSFORMAÇÃO acontecer a gente precisa apenas continuar DANÇANDO a nossa NATUREZA por aí. Para que a nossa ENERGIA EM MOVIMENTO comece a criar novos CAMPOS e atrair NOVOS ENCONTROS outra vez isso é o bastante. Fluidez ENERGÉTICA e vibração alinhada com a ESSÊNCIA. Do ponto de vista ENERGÉTICO é só isso. Mas a verdade é que temos outros campos envolvidos no processo. E algumas vezes ficamos presos a uma série de 'cordões' que mantínhamos e alimentávamos dentro do CAMPO. Processos mentais, emocionais e até físicos que amarramos junto ao RELACIONAMENTO. ** OS 'CORDÕES' QUE CRIAMOS Muitos 'cordões' ENERGÉTICOS podem ser criados entre um casal. Às vezes apenas um lado do CONJUNTO os sustenta com a própria ENERGIA. Como suporte para sustentar algo que está desequilibrado e não pode ser arrumado adequadamente à ocasião. Aparecem como uma alternativa individual ou do casal para sustentar incompatibilidades, aumentar a sensação de segurança, diminuir o MEDO, etc. Em algum momento a relação desequilibra, não há um ajuste adequado por alguma razão e começam a surgir essas 'gambiarras' para sustentar o VÍNCULO. Esses 'cordões' pesam muito durante a RELAÇÃO e muitas vezes impedem ambos os lados de DANÇAR livremente. E no final da RELAÇÃO são esses 'cordões' o que mais dói desfazer. Não a desconexão com o CAMPO em si, que logo se enfraquece, para o desespero de quem estava muito 'atado' a ele. Esses 'cordões' não são naturais do processo de RELACIONAMENTO, são estruturas criadas, às vezes na vibração de ansiedade, apego, sacrifício e concessões difíceis, para sustentar um vínculo DESEQUILIBRADO. Por isso, dependendo do caso, pode levar um tempo maior para o desenlace sim. Precisamos ter paciência e aceitação com os processos. Eles são campos de exercícios também. E ter aceitação é fundamental para podermos escolher de que plataforma vamos VIVENCIAR esse LUTO. O LUTO nada mais é que um RESGUARDO sensato que fazemos para que nossas FORÇAS se REORIENTEM depois de uma perda. Os antigos guardavam o LUTO de uma forma muito mais ritualística que a gente.
E eles tinham um porque pra isso, uma SABEDORIA que perdemos de vista.
É verdade, nem toda forma de viver o LUTO é saudável.
Mas precisamos passar pelas ETAPAS de DESCONSTRUÇÃO dos CAMPOS com a mesma paciência que tivemos na CONSTRUÇÃO deles.
Se estamos conscientes do processo e atuando nele de forma amorosa, tudo pode virar um grande aprendizado e exercício de auto conhecimento também.
E como já sabemos, os CAMPOS NÃO MORREM, eles apenas se transformam em algo mais adequado com a jornada de cada um dos envolvidos.
E a vivência do LUTO de forma adequada e orgânica é fundamental para essa TRANSFORMAÇÃO se consumar perfeitamente.
** É MAIS QUE ARRUMAR OUTRO CADERNO
Imagine que você ame escrever.
Escreve todos os dias, muitas horas por dia.
Mas um dia seu caderno acaba.
Você vivia uma conexão imensa com o caderno, ele foi um ESPAÇO importante pra você viver a sua NATUREZA livremente.
E de alguma forma você também foi um CAMPO DE CRIAÇÃO para o caderno.
Ele era um caderno vazio e multiplicou-se em muitas histórias nessa conexão com você.
Existem as pessoas que saem logo correndo e trazem pra casa o primeiro caderno que encontram simplesmente para não lidar com o fim do antigo caderno e continuar a escrever sem parar.
Outras aproveitam o fim do ciclo para reavaliar como vão prosseguir com os seus exercícios de escrita.
Talvez nesse processo cheguem a conclusão que seja mais prudente comprar um computador e ter uma relação mais duradoura e prática com a escrita.
Outros ainda escolhem não abrir mão da paixão pelos cadernos e decidem aceitar a NATUREZA deles, como são, sem resistir.
Uma hora você irá perceber que a PAIXÃO PELA ESCRITA não depende do caderno.
Ela é sua NATUREZA se manifestando.
E nossa fome é disso, de viver a nossa NATUREZA.
Podemos lamentar que nosso caderno favorito acabou, mas não deixar de escrever por causa disso.
Existem oportunidades infinitas para gerarmos ESPAÇOS DE CRIAÇÃO AFETIVA E AMOROSA por aí.
VIBRE SUA NATUREZA E COCRIE sempre que puder.
Com amor,
RA


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